Apaixonada por moda, mas também por cinema, eu decidi, enfim, escrever meu primeiro post cinema. E para isso eu estou revendo minha coleção de filmes clássicos só para vocês (ah ok, não se preocupem, não vou só falar sobre filmes antigos, vou também falar sobre novidades, mas não podemos esquecer as raízes do cinema).
Hoje eu assisti de novo "Romance" com "A Divina" Greta Garbo para poder falar melhor sobre a trama. Mas por que escrever sobre esse filme em primeiro? Simplesmente porque é um dos primeiros filmes do cinema falado! "Romance" é um filme americano realizado por Clarence Brown, em 1930. A protoganista é Greta Garbo, a rainha do cinema mudo, que assina seu segundo filme falado, e que encanta ainda mais quando escutamos sua voz e seu sotaque sueco.
A história
Um bispo protestante, Tom Armstrong, decide contar ao seu neto, a história da sua juventude. Todo o filme mostrará a história de Tom através de um flashback, técnica inovadora para a época. Quando era jovem, Tom conheceu uma cantora de ópera Rita Cavallini, e se apaixonou.
Vamos ter face a face duas pessoas que se amam, mas com visões diferentes do amor. Para Tom, o amor é: "encontrar a mulher que vai compartilhar sua vida, aquela que lhe mostrará o caminho da vida. Aquela que tornará as pequenas coisas em coisas maravilhosas, e as coisas dificéis menos árduas. É saber que ela estará com você até o fim. Quando eu serei velho e ela velha, nos olharemos nos olhos, e nos diremos: nós trabalhamos juntos, e podemos nos orgulhar".
Rita e suas belas réplicas nos dirá que o amor é só "abraços no escuro, um assopro quente no rosto, e um coração que bate forte. O amor é um monstro que alimentamos à noite, e quando o dia começa, elle morre".
E portanto, paradoxalmente, é Tom que abandona esse amor quando ele descobre que Rita era a amante do seu melhor amigo. Ele ficará sabendo da sua morte nos jornais, anos depois.
Minha opinião
O filme foi baseado em uma peça de teatro, daí podemos entender o jogo teatral dos atores. E mesmo se a trama parece banal e insipida, é essencialmente, Greta Garbo que se destaca. Sua presença dá uma outra visão ao filme, uma visão longe de ser trágica. Ela foi até indicada ao oscar de melhor atriz por esse filme!
Os figurinos da Greta no filme são lindos, e a poesia que rodeia a personagem de Rita é cativante! Uma poesia que se expressa através das suas réplicas e sua beleza.


Era uma vez uma Diva!





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